Falta de tempo livre está prejudicando os hábitos de leitura das crianças

Posted by Adriana Gomes on 12/12/2013 in Uncategorized |

Crianças LendoUm novo estudo realizado no Reino Unido entitulado “A Leitura e O Mundo Digital”, patrocinado pela editora Egmont, mostra que crianças a partir de oito anos de idade estão se desligando do hábito da leitura por falta de tempo livre, e pela facilidade de acesso a acessórios digitais, que são oferecidos cada vez mais cedo às crianças.

A pesquisa da Egmont descobriu que o crescimento no uso de computadores, tablets, celulares e jogos eletrônicos pelas crianças, está coincidindo com o declínio na leitura por lazer, para deveres de casa, e até nas escolas, e por consequência as crianças estão deixando de gostar de ler.

Alison David, diretor de percepção do consumidor para a Egmont do Reino Unido, disse que: “As crianças parecem ter cada vez menos tempo livre tranquilo – quando elas tradicionalmente pegariam um livro para ler – enquanto os equipamentos digitais estão a disposição delas desde muito cedo.”

Uma pesquisa feita pela Bowker (Compreendendo o Consumidor de Livros Infantis na Era Digital) indica que a transição de livros para as plataformas digitais ocorre entre as idades de sete e oito anos, com os novos padrões se solidificando por volta dos onze anos.

A pesquisa da Egmont que está acompanhando doze famílias em quatro regiões distintas do Reino Unido, observou que os pais dão um passo para trás uma vez que seus filhos começam a ler relativamente bem, o que geralmente acontece entre sete e oito anos, acreditando que as crianças seguirão sozinhas com a leitura até se tornarem leitores independentes. Mas, Alison David acrescenta: “Este recuo dos pais está ocorrendo num estágio chave do desenvolvimento das crianças, quando o mundo digital se torna mais atraente, quando os amigos estão se tornando cada vez mais relevantes, e ter e fazer as mesmas coisas, tais como: participar de redes sociais e jogos, e trocar mensagens de texto, tornam-se importantes para a afirmação social. E é nessa idade vulnerável para o progresso da leitura, que os pais estão soltando as mãos de seus filhos.”

Além disso, enquanto muitos editores visualizam livros-digitais como uma ferramenta natural para as crianças digitalmente imersas, a pesquisa descobriu que os pais, insatisfeitos com o “tempo na frente do computador”, que seus filhos estão gastando, são surpreendentemente relutantes em deixá-los ler livros-digitais. Cerca de 34% dos pais dizem que as crianças já passam muito tempo olhando para as telas, e 74% dizem que preferem que seus filhos leiam livros tradicionais.

O relatório conclui: “Sabendo disto, não é surpreendente que as vendas de livros-digitais não estejam decolando conforme o esperado: em 2012 três milhões de livros-digitais foram vendidos, contra 73 milhões de livros impressos. Com 50% das famílias possuindo pelo menos um dispositivo do tipo tablet, a oportunidade para as crianças lerem eletronicamente existe, mas o hábito de leitura de livros-digitais ainda está em sua infância.”

Livros Tradicionais x Digitais

Apesar desses dados o mercado segue otimista: “As crianças, e muitos pais, estão entusiasmados com as possibilidades que as novas tecnologias trazem para a leitura; como a personalização de livros, o compartilhamento de recomendações pela Internet, e interações inovadoras com as estórias. Sem contar, simplesmente, assistir a um livro materializar-se em um leitor eletrônico com o toque de um botão.”

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